domingo, 18 de janeiro de 2015

Lactobacilos melhoram a imunidade

Lactobacilos ajudam o intestino e melhoram a imunidade
Bactérias do gênero "Lactobacillus" são as mais empregadas em suplementos probióticos para alimentos
Alimentos probióticos auxiliam na cura de infecções vaginais
Cuidar da alimentação pode ajudar na prevenção de doenças e alguns elementos ajudam muito nessa missão, como os probióticos. Eles aumentam o sistema imunológico, ajudando a microbiota natural do ser humano. Microbiota, mais conhecida como flora intestinal, é o conjunto de micro-organismos que vivem no nosso corpo - as bactérias do intestino, por exemplo.
Quando nascemos, a flora intestinal é estéril. A colonização bacteriana começa a se desenvolver durante o parto, daí surgirão novos micro-organismos com os primeiros alimentos. A partir de dois anos de idade, a microbiota estará formada e nos acompanhará por toda a vida.
“Os probióticos são micro-oganismos vivos, bactérias benéficas ao nosso organismo. Eles atuam principalmente no intestino, mas seus efeitos benéficos vão além”, afirma Daniela Jobst, nutricionista funcional e membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional e do Instituto de Medicina Funcional dos Estados Unidos.
“Eles desencadeiam efeitos sistêmicos”, conta Sula de Camargo, consultora da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). Ela acrescenta que os probióticos podem ajudar a nossa imunidade, aumentar a absorção de nutrientes, regularizar o trânsito intestinal, auxiliar a reduzir doenças como as cardiovasculares, o câncer, o diabetes e a obesidade. As evidências são baseadas em estudos de especialistas que mostram a importância da flora intestinal para a manutenção da saúde humana.
A microbiota do nosso organismo precisa estar sempre equilibrada. Do contrário, ficamos doentes. “Os probióticos atuam na flora total: intestinal, vaginal e bucal”, diz Jobst. Desta forma, contribuem para melhor absorção de micronutrientes e fortalecem a barreira contra os micro-organismos que causam doenças.
Inibem doenças
O mecanismo de ação dos probióticos para evitar doenças ainda não foi totalmente elucidado. “Mas existem evidências de que inibem a proliferação de micro-organismos patogênicos porque competem por nutrientes ou produzem compostos que aumentam a acidez no intestino, desfavorecendo o seu crescimento”, afirma Camargo.
Os probióticos têm como base organismos que já habitam a nossa microbiota. “Eles vão aumentar o exército de micro-organismos benéficos do nosso corpo”, explica Leandro Teixeira, coordenador de vendas da área de nutrição e saúde da Dupont, empresa considerada líder de vendas em probióticos no mundo.
Eles também podem ser componentes de alimentos industrializados presentes no mercado, como os conhecidos leites fermentados, ou encontrados na forma de pó ou cápsulas.
“Geralmente, as cápsulas têm maior quantidade de cepas (famílias de micro-organismos) e maior biodisponibilidade - medida de extensão de uma droga. Nos tratamentos mais agudos, são mais recomendados”, afirma Jobst. “Mas para a manutenção de uma flora já equilibrada, os alimentos com probióticos podem ser usados como fonte”, completa ela.
Na avaliação da nutricionista funcional Rute Mercúrio, integrante da diretoria da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional (SBNF), é preciso ter cuidado quando os probióticos são colocados em alimentos. “Quando misturados a bebidas ou iorgurtes, podem alterar a fermentação e, por sua vez, o resultado das bactérias desejadas”, diz.
Dentre os probióticos disponíveis no mercado, cabe destacar o Lactobacillus acidophilus NCFM, um dos mais estudados do mundo e responsável pela primeira publicação científica de probióticos na Nature Medicine em 2007 e que, isolado ou em combinação com o Bifidobacterium lactis Bi-07, mostrou redução na incidência de sintomas de gripe e resfriados em amplo estudo com mais de 300 crianças, publicado no jornal científico Pediatrics em 2009.
As bactérias pertencentes ao gênero Lactobacillus, como o Lactobacillus rhamnosus GG e Bifidobacterium e, em menor escala, Enterococcus faecium, assim como os fermentados Saccharomyces boulardii, são as mais empregadas como suplementos probióticos para alimentos. “Estas bactérias, usadas em alimentos, foram isoladas de todas as porções do aparelho gastrointestinal de um humano saudável”, explica Mercúrio.
História
O termo probiótico é derivado do grego, que significa “para a vida”. O conceito de probiótico é usado desde os primeiros anos do século 20, quando o cientista russo Elie Metchnikoff, Nobel de Medicina de 1908 e um dos precursores da moderna biologia celular, ressaltava a importância da ingestão continuada de lactobacilos para a promoção da saúde em seu livro, hoje um clássico, "The Prolongation of Life. Optimistic Studies" (Londres, 1907).
Foi o próprio Metchnikoff que identificou, em 1905, o Lactobacillus bulgaricus e com ele desenvolveu um fermento que passou a ser largamente adicionado a produtos lácteos nos anos que se seguiram. Para formular suas idéias, Metchnikoff certamente tinha conhecimento de estudos do final do século 19, nos primórdios da microbiologia como ciência, que detectaram diferenças entre a flora intestinal de pessoas doentes e a de pessoas saudáveis, destacando dessa forma a importância dela para a manutenção do estado de saúde. “É um conceito com mais de 100 anos, mas que vem sendo estudado por especialistas atualmente”, avalia Teixeira.
Vigilância Sanitária
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permite que empresas associem em seus rótulos a alegação que determinado microrganismo contribui para o equilíbrio da flora intestinal e que o seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis.
Os microrganismos permitidos pela Anvisa para alegação dessa propriedade funcional são: Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus casei Shirota, Lactobacillus casei variedade rhamnosus, Lactobacillus casei variedade defensis, Lactobacillus paracasei, Lactococcus lactis, Bifidobacterium bifidum, Bifidobacterium animallis (incluindo a subespécie B. lactis), Bifidobacterium longum e Enterococcus faecium.
Além disso, a agência exige que a quantidade mínima de micro-organismos vivos deve estar situada na faixa de 108 a 109 (100 milhões a 1 bilhão) UFC (Unidades Formadoras de Colônias) na recomendação diária do produto pronto para o consumo, conforme indicação do fabricante. Valores menores podem ser aceitos, desde que a empresa comprove sua eficácia. A quantidade do probiótico em UFC, contida na recomendação diária do produto pronto para consumo, deve ser declarada no rótulo.


Bactérias influenciam comportamentos

Microbiologia
Bactéria do intestino dá ordens ao cérebro e influencia comportamento
Micro-organismos utilizam o sistema nervoso para enviar mensagens que alteram a ansiedade e o nível de stress em camundongos
Bactérias do intestino não servem apenas para ajudar na digestão. Cientistas descobriram que alguns micro-organismos também enviam mensagens ao cérebro, influenciando o comportamento do hospedeiro. Os resultados foram publicados no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.
Pesquisadores da Universidade de McMaster, no Canadá, alimentaram dois grupos de camundongos com dois tipos de sopa: uma rica em bactérias do intestino chamadas Lactobacillus rhamnosus e outra sem o micro-organismo. Os animais que foram alimentados com a primeira sopa tiveram comportamento menos ansioso em relação aos camundongos que tomaram a sopa sem as bactérias.
A equipe de pesquisadores descobriu que os responsáveis pela mudança de comportamento dos micro-organismos eram as bactérias: elas enviavam "ordens" por meio de um nervo chamado pneumogástrico, que conecta o cérebro a vários órgãos internos, como os pulmões e o estômago.
A mudança de comportamento foi acompanhada pela alteração nos níveis de hormônios de stress e de receptores cerebrais do mensageiro químico GABA. Modificações nos níveis desse mensageiro químico influenciam o comportamento dos animais. Camundongos que tomaram a sopa rica em bactérias do intestino tinham níveis maiores do receptor no cérebro do que aqueles que tomaram a sopa sem o micro-organismo.
Os cientistas explicam que os camundongos normalmente ficam próximos às paredes quando são colocados em um labirinto. Contudo, aqueles que consumiram a sopa rica em bactérias passavam mais tempo em locais abertos. Segundo os autores, a reação dos animais sugere que eles estariam menos ansiosos do que o normal.
Além disso, os especialistas realizaram um teste de stress forçando os animais a nadar em um tanque d'água. Como já havia acontecido nos outros testes, os camundongos estressados que ingeriram a Lactobacillus rhamnosus apresentaram níveis menores de hormônios de stress.
Quando os cientistas cortaram o nervo pneumogástrico, usado para enviar as mensagens ao cérebro, o grupo de camundongos que comeu a sopa rica em bactérias passou a se comportar normalmente. Ou seja, ficaram tão estressados e ansiosos quanto os camundongos do segundo grupo.
De acordo com os especialistas, isso sugere que o nervo pneumogástrico é uma das principais vias de comunicação entre as bactérias e o cérebro, embora seja possível que as ordens também sejam enviadas por outras vias, como o sangue e outros nervos.
Os cientistas ainda não sabem que tipo de mensagens as bactérias enviam ao cérebro e se um suplemento de Lactobacillus rhmnosus seria capaz de regular o comportamento das pessoas. Também não têm conhecimento de que vantagens as bactérias teriam ao estimular esse comportamento. Os resultados não significam, pelo menos por enquanto, que as bactérias produzam as mesmas alterações em seres humanos. Essas possibilidades serão exploradas em estudos futuros.


Reflita antes de perder peso !!!

10 coisas para refletir antes de tentar perder peso
Não importa quantas pessoas digam “peso não é nada” ou “você não precisa emagrecer”: muitas mulheres são assombradas pela urgência de chegar a determinado peso e ficam extremamente frustradas enquanto não atingem essa marca. Para quem vive esse tipo de situação, Tracy Moore, colaboradora do site Jezebel, propõe alguns pontos para refletir antes de iniciar uma cruzada contra os quilos “a mais”.
10. Nem todos querem seu bem-estar
Uma boa dose de ceticismo diante de materiais (artigos, propagandas, ensaios fotográficos) sobre peso pode ajudar a ter alguma paz de espírito, pois muitos deles são elaborados para vender produtos, e não necessariamente garantir que você vai se sentir melhor com seu corpo. “Então, ao invés de se sentir mal ou mesmo hipnotizada por imagens sem falhas, mensagens e prescrições para emagrecer, veja isso como um cínico e triste jeito de ganhar dinheiro”.
9. Homens também precisam se preocupar com isso?
Existem homens que sofrem por não se encaixar em um padrão estético divulgado por meios de comunicação e por pessoas com as quais eles convivem, mas, em geral, o incômodo é menor do que aquele vivenciado por mulheres que desejam emagrecer. Por que não sofrer menos?
8. Isso faz eu me preocupar com minha saúde ou só com meu corpo?
“Se, como qualquer outra pessoa, você quer ficar mais saudável (REALMENTE saudável, mais forte, em boa forma, bem alimentada, capaz de realizar mais atividades físicas) e a mensagem a ajuda a trabalhar para isso ou a inspira a buscar essa meta com informação ou bons fatos, tudo bem”, opina Moore. Afinal, perder peso pode ajudar você a gostar mais do seu corpo e, de modo geral, se sentir melhor consigo mesma. Contudo, a coisa toda não deve se resumir a um número de roupa. “Se você está apenas se perguntando o quanto precisa diminuir para ser considerada mais atraente com base nas modelos que vê fazendo pilates na praia, não está tudo bem”.
7. Por que você se importa?
A resposta para essa pergunta pode parecer óbvia à primeira vista (“me importo porque não me sinto bem com meu peso”, ou algo similar), mas, dependendo do caso, olhar a questão mais a fundo pode fazer você repensar suas preocupações. Você trabalha em um ramo no qual precisa estar dentro de um limite de peso? Emagrecer vai fazer bem à sua saúde? Você, de fato, vai se sentir melhor consigo mesma depois de atingir um peso específico?
6. O que, exatamente, vai acontecer quando você atingir um peso “ideal”?
É comum que muitas pessoas sintam uma certa angústia quando se recordam de uma época em que eram mais magras, como se tudo fosse melhor antes e voltar ao peso anterior pudesse trazer a autoconfiança e a satisfação de volta – e isso pode ser uma armadilha. “A beleza de trabalhar para ter uma confiança verdadeira e realmente gostar de si mesma é que isso não desaparece no momento em que você ganha peso, está sempre aí, e qualquer um que valha a pena é atraído por você por causa dessa aura, não pelo fato de que você tem um peso específico”.
5. Números podem enganar
Enquanto há pessoas que lutam para perder alguns quilos, outras sofrem justamente para ganhar. Além disso, dependendo do seu biotipo, estar no peso “ideal” baseado em um modelo pode ser sinal de uma saúde ruim. “Não há um número mágico para ninguém, há uma gama, e mesmo dentro dessa gama há exceções”.
4. Qual é a questão central por trás dessa busca?
Deixar de lado as incontáveis imagens de modelos que sutilmente dizem “seja como eu” pode ser uma tarefa difícil, e encontrar seu próprio caminho de autoaperfeiçoamento (que não necessariamente envolve emagrecer) pode ajudar. “Isso vem com fazer o bem e ser a pessoa boa e realizada que você quer ser (…). Uma pessoa da qual você goste. Uma pessoa que acrescente algo ao mundo, que faça algo que o torne um lugar melhor ou mais interessante, que seja uma boa amiga”. Desejar (e buscar) ter um corpo que a satisfaça não é um problema, pelo menos enquanto não se tornar uma busca utópica (o que depende muito das suas expectativas e possibilidades).
3. Quanta importância eu dou a essa busca?
É importante separar nossos pensamentos despretenciosos daqueles que nos guiam e que são realmente importantes – não fazer essa distinção pode ser um problema sério. “A doentia habilidade de fazer uma análise instantânea dos nossos corpos e impor um modelo melhor é uma armadilha do pensamento despretencioso” – poucos segundos de comparação podem ter um efeito gigantesco, se você levá-los muito a sério.
2. “Não sou uma peça”
“Pense nisso: você é uma mulher, uma espécime claramente complexa que faz coisas milagrosas e impressionantes com seu corpo, cujos sistema e órgão reprodutivos vêm sendo intensamente debatidos e controlados desde a aurora dos tempos (e que ainda foram parcamente entendidos, na melhor das hipóteses), cujos poderes foram historicamente vistos como altamente suspeitos ou mesmo demoníacos, cujas energia e conexão rítmica com o universo são misteriosas e inspiradoras, e que é constantemente reduzida em tempos modernos a uma pessimista, insegura, preocupada em emagrecer, convencida de que deveria ocupar menos espaço por não ser formosa o bastante”. Você vai deixar que a coloquem e mantenham nessa posição reduzida?
1. Lembre-se do que é a verdadeira beleza humana
Olhe para as pessoas que você conhece e admira e perceba como todas podem ser bonitas mesmo que não necessariamente se encaixem em um padrão definido de “beleza”. “Lembre-se de que corpos de todas as formas e tamanhos e de todas as idades são interessantes, únicos, fortes, úteis”, aconselha a autora. “Qualquer pessoa que tente fazer você se sentir como se fosse SÓ um objeto a ser pesado, quando de fato você é objeto, sujeito, protagonista, antagonista, vilão, herói e especialmente NARRADOR dessa história que você chama de sua existência, não está do seu lado. Inclusive quando essa pessoa é você mesma”.[Jezebel]

Dieta rica em vegetais e frutas 'reduz risco de derrame'


Comer mais do que as recomendadas cinco porções diárias de frutas, verduras e legumes diminui o risco de derrame cerebral em até 26%, segundo um estudo da Universidade de Londres publicado pela revista médica Lancet.
Aqueles que comem entre três e cinco porções diminuem os riscos em até 11%, em comparação com quem come menos do que três porções diárias.
O estudo analisou dados de mais de 275.500 pessoas compilados de oito pesquisas diferentes realizadas na Europa, Estados Unidos e Japão e concluiu ainda que o consumo diário de mais de cinco porções de vegetais também diminui o risco de doenças cardíacas e alguns cânceres.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o derrame cerebral, ou acidente vascular cerebral (AVC), atinge 15 milhões de pessoas por ano e é a terceira principal causa de morte natural no mundo. Destas, cinco milhões morrem, e outras cinco milhões sofrem seqüelas que as deixam deficientes.
No Brasil, 129.172 pessoas morreram de AVC em 2002.
Mudanças simples
"É uma conclusão muito importante, porque realmente mostra que deveríamos estar comendo mais do que as recomendadas cinco porções diárias de vegetais", disse o professor Graham MacGregor, que participou do estudo.
Junto com o fumo, a dieta ruim e o sedentarismo são apontados como as principais causas que podem levar a um derrame.
Frutas e vegetais são ricos em nutrientes como vitamina C, betacarotenos e potássio, além de proteínas vegetais e fibras. Eles também são menos calóricos, têm pequena quantidade de gordura e contêm antioxidantes.
Mas os pesquisadores suspeitam que o potássio seja o principal fator para evitar os derrames.
"Nós sabemos que o consumo de potássio ajuda a baixar a pressão sanguínea", disse MacGregor, "aumentando o consumo de frutas, verduras e legumes para mais de cinco porções diárias, o consumo de potássio aumenta em cerca de 50%".
Uma porção de vegetais equivale a 77 gramas, e uma porção de frutas equivale a 80 gramas.


O Ganho de Peso e o Intestino com sua Microbiota

Probióticos
O ganho de peso acontece por diversos motivos, tanto genéticos quanto ambientais. Dentre os últimos os mais comuns são excessivo consumo calórico e redução dos níveis de atividade física. Porém, apenas isto parece insuficiente para explicar o tamanho aumento de peso na população. Uma das hipóteses é que o desequilíbrio entre bactérias boas e ruins no intestino possa ser um dos responsáveis pela adiposidade. De acordo com inúmeros estudos obesos possuem mais bactérias inapropriadas no intestino e estas extraem mais energia dos alimentos.
A composição da flora bacteriana intestinal varia de pessoa para pessoa e depende da microbiota ainda ao nascimento e das práticas de aleitamento (crianças que nasem de parto normal e são amamentadas possuem flora mais saudável e esta persiste por muitos anos), depende de como a introdução de alimentos foi feita (com mais ou menos alérgenos e alimentos que modificam o pH intestinal), da disponibilidade de material fermentável (as bactérias precisam de alimento para sua manutenção, no caso fibras prebióticas), status nutricional (células do intestino necessitam de diversas vitaminas afim de permanecerem saudáveis e produzirem os diversos peptídios que enviam informações de saciedade ao cérebro).
As bactérias boas do intestino são bastante sensíveis, sua colonização não é permanente e por isto merecem atenção. Fatores como estresse, uso de medicamentos (antibióticos, antiácidos, antiinflamatórios, anticoncepcionais etc), radiação, atividade física extenuante, dieta inadequada (pobre em fibras, vitaminas e minerais ou com um consumo excessivo de proteínas animais) podem desequilibrar a flora intestinal.
O tratamento da disbiose passa a ser necessário. Dentre os tipos de probióticos (bactérias boas) disponíveis no mercado para a reposição da flora destacam-se o Lactobacillus rhamnosus (eficaz na inibição de infecções do trato urinário, vaginal, na prevenção da diarréia e da intolerância à lactose), o Lactobacillus acidophilus (combate bactérias ruins como a salmonela além de produzir lactase), lactobacillus casei (encontrado também no yakult - tem efeitos imunomoduladores reforçando as defesas naturais do organismo), Bifidobacterium longum (expulsa bactérias nocivas e fungos do intestino grosso e reduz a frequencia de desordens gastrintestinais durante o tratamento com antibiótico), bifidobacterium bifidum (diminui o pH intestinal melhorando a absorção de minerais como cálcio e magnésio), bifidobacterium animalis (aquela do Activia - diminui a inflamação intestinal e acelera o peristaltismo). O ideal é o uso de produtos que contenham mais de um tipo de probiótico, assim a colonização é mais eficaz e o tratamento mais rápido. Para saber sobre marcas de produtos tanto em cápsulas quanto em pó (sachês) converse com seu nutricionista!

Suchá

Suchá para o verão:
• 1 copo de chá verde já preparado e gelado (preparar o chá como manda o rótulo do produto)
• 1 pedaço de cenoura (tipo meia cenoura pequena)
• 1 laranja sem casca e sem sementes
• 1 colher de mel (se preferir)
Mixar os ingredientes (mixer, liquidificador), peneirar se desejar, colocar na taça/copo e decorar.
Esse suchá pode ser tomado diariamente e é uma excelente pedida para o café da manhã, principalmente se você está tomando aquele solzinho e ainda fazendo dieta de emagrecimento.


Lactobacillus rhamnosus a Bacteria que emagrece

BACTÉRIA QUE EMAGRECE
Uma bactéria está dando o que falar. De acordo com estudos recentes, a bactéria probiótica Lactobacillus gasseri emagrece! Vou explicar um pouco:
Nosso sistema gastrointestinal está repleto de bactérias conhecidas como probióticas. A maioria é do gênero Lactobacillus. Exemplos: Lactobacillus acidophilus, L. rhamnosus, L. gasseri, entre outros. Elas são benéficas, pois auxiliam o nosso corpo a funcionar adequadamente e alguns mecanismos são: elas reduzem/liquidam as bactérias patogênicas, melhoram a função imune e estimulam a digestão.
Porém, a novidade é que o Lactobacillus gasseri pode reduzir a gordura abdominal, inibir a produção de gordura, acelerar o metabolismo e proteger contra a obesidade.
Veja os estudos:
Britsh Journal of Nutrition – 2013: 210 adultos saudáveis com excesso de gordura abdominal receberam leite enriquecido com L. gasseri ou placebo durante 12 semanas. No final do estudo, aqueles indivíduos que receberam o probiótico mostraram uma redução significativamente maior na gordura abdominal quando comparados ao grupo placebo.
European Journal of Clinical Nutrition – 2010: 87 adultos com IMC (índice de massa corporal) elevado e excesso de gordura abdominal receberam leite enriquecido com L. gasseri ou leite placebo por 12 semanas. Nos indivíduos que tomaram o leite enriquecido com L. gasseri houve redução significativa na gordura abdominal, circunferência da cintura e peso corporal.
Mecanismo: Um estudo conduzido em ratos sugere que o efeito anti-obesidade relaciona-se ao aumento de genes relacionados à oxidação de ácidos graxos e redução dos níveis de leptina provocados pela ingestão de Lactobacillus gasseri. Já o efeito anti-diabético está relacionado ao GLUT4 elevado e insulina reduzida.
Como todo probiótico, os efeitos adversos podem ser gases ou sensação de estufamento. Alguns estudiosos não aconselham a ingestão de probióticos por pacientes que estão usando medicamentos imunosupressores.
Onde encontrar?
Há alguns meses, só era possível comprar Lactobacillus gasseri fora do país. Hoje, várias farmácias de manipulação de todo o Brasil já possuem a cepa liofilizada do probiótico. Lembre-se de que você deve consultar o nutricionista ou médico para iniciar um tratamento com probióticos.