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domingo, 18 de janeiro de 2015

Probióticos

Probióticos: coadjuvante ou tratamento milagroso?
Raissa Antunes
Segundo a Organização Mundial da Saúde, probióticos são microorganismos vivos que quando administrados em quantidades adequadas conferem benefício à saúde do consumidor. Geralmente os probióticos são encontrados em alimentos fermentados, leites fermentados ou são vendidos em cápsulas e sachês, similares à um medicamento.
Os probióticos aumentam a colonização intestinal das cepas ali presentes, alterando a composição da microbiota e também os metabólitos produzidos por ela. Assim, os benefícios que vem sendo descritos envolvem o aumento da produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), modulação da barreira da mucosa intestinal e do sistema imunológico e contrapondo bactérias patogênicas. No entanto, entender a interação entre os probióticos, dieta e seus impactos no hospedeiro é um grande desafio, pois requer compreensão dos mecanismos que ocorrem dentro de uma microbiota que possui mais de 3,3 milhões de genes.
Apesar desta complexa interação entre probióticos-dieta-hospedeiro, os estudos feitos com os probióticos mostraram benefícios relacionados à diminuição no risco de doenças gastrointestinais, assim como suporte na terapia destas doenças; melhora da resposta imunológica e manutenção da saúde geniturinária. Ainda assim, a heterogenicidade da metodologia utilizada nos diversos estudos, assim como os resultados encontrados geram controvérsias.
Uma revisão de metanálise feita pela Cochrane em 2012 (organização muito tradicional em análise de dados) concluiu que o uso de probióticos teve seu efeito mais convincente em seis situações de doença: pouchite (inflamação em bolsa de coleta interna, geralmente feita em pacientes que extraem parte do intestino grosso), diarreia infecciosa, síndrome do intestino irritável (que possui sintomas que alternam entre diarreia e constipação), infecção por Helicobacter pylori, infecção por Clostridium difficili e diarreia decorrente do uso de antibióticos.
Os principais produtos probióticos que mostraram efeito positivo são o chamado VSL#3 (mistura de bactérias ácido láticas e bifidobacterias) e as espécies Lactobacillus rhamnosus GG (LGG), Saccharomyces boulardii, Bifidobacterium infantis, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus casei, Clostridium butyricum, Enterococcus faecum, Lactobacillus plantarium, Bifidobacterium lactis e Lactobacillus acidophilus combinado com Bifidobacterium infantis. Além disso, o efeito probiótico não se restringe apenas à espécie da bactéria utilizada, mas é tão específico, que depende de cada tipo de cepa.
O uso de probióticos também vem sendo muito citado no tratamento da obesidade. No entanto, a maior parte dos estudos que avaliaram este aspecto foi conduzida em ratos. Dentre os resultados mais encontrados estão principalmente redução de peso e da ingestão energética. Outros achados referem-se à melhora na sensibilidade ao hormônio insulina, redução da absorção de triglicerídeos, menores níveis de leptina (hormônio que em situações dismetabólicas gera inflamação celular) e glicose no sangue. Dentre os poucos estudos com seres humanos, um estudo multicêntrico feito com 87 adultos que apresentavam excesso de peso no Japão, observou redução de peso e das gorduras visceral e subcutânea após a administração de probióticos por 12 semanas.
É importante também lembrar-se que o uso de fibras prebióticas contribui para a fermentação e crescimento das bactérias benéficas do intestino. Desse modo, a eficácia dos probióticos parece ser maior quando fornecido estes substratos (prebióticos) para que a colonização seja duradoura. Além disso, o consumo de probiótico merece atenção voltada pra forma com que ele é administrado. Sugere-se que probióticos em cápsulas possuem maior garantia da chegada dos microorganismos ainda vivos no intestino. Em relação aos produtos lácteos, a forma como são armazenados nos estabelecimentos e a variação de temperatura durante o transporte é um fator que possivelmente afete a vida dos microorganismos ali presentes, tornando o produto ineficaz.
Apesar dos efeitos positivos do uso de bactérias e muitas vezes até “milagrosos”, mais estudos ainda são necessários para comprovar a eficácia dos probióticos em diversas situações clínicas e explicar os mecanismos e as cepas envolvidas neste processo. De qualquer forma, é essencial que o uso do probiótico seja acompanhado de uma alimentação equilibrada e saudável. Afinal, existe o beneficio, mas o produto não é milagroso e não substitui a importância de hábitos saudáveis.
Referências:
Ceapa, C. et al. Influence of fermented milk products, prebiotics and probiotics on microbiota composition and health. Best Practice & Research Clinical Gastroenterology, 27 (2013): 139 – 155.
Kovatcheva-Datchary, P. Nutrition, the gut microbiome and the metabolic syndrome. Best Practice & Research Clinical Gastroenterology, 27 (2013) 59 –72.


Você sabe o que são probióticos?

Você sabe o que são probióticos? Quais os seus benefícios? Para quem não sabem os probióticos são micro-organismos vivos que ao serem ingeridos beneficiam o organismo, porque atuam sobre o equilíbrio bacteriano intestinal, controlando o colesterol, os quadros de diarreias, além de ajudar a reduzir o risco de câncer.
“As principais vantagens desses micro-organismos vivos é que eles melhoram a imunidade do ser humano, além de fazer bem para a digestão. Também protegem contra muitas doenças, reduzem a formação de gases, contribui para absorção e síntese de vitaminas, além de regular o intestino para que diariamente melhore, afirma a nutróloga e médica ortomolecular Liliane Oppermann.
Os alimentos que mais apresentam esses probióticos são: Os cereais, iogurtes, bebidas de frutas, leite fermentado, queijo minas, coalhada, dentre outros.
A médica elaborou uma lista com 8 benefícios dos probióticos, confira:
1- Aumenta de maneira significativa o valor nutritivo e terapêutico dos alimentos, pois ocorre um aumento na absorção e, consequentemente, dos níveis de vitaminas do complexo B e aminoácidos.
2- Inibe a presença das bactérias intestinais indesejáveis, contribuindo na redução do risco de câncer e de doenças infecciosas de repetição, como respiratórias, intestinais virais e bacterianas.
3- Aumenta a absorção e fixação de cálcio e ferro.
4- Tem efeito funcional benéfico no organismo, equilibrando a flora intestinal, atuando na capacidade do organismo desintoxicar-se de excessos e “venenos”.
5- Atenua a absorção do colesterol.
6- Ajuda a remover vários tipos de toxinas, minimizando os seus efeitos nefastos;
7- Melhora a saúde da pele.
8- Ajuda na produção de antibióticos naturais e tem um efeito imuno-estimulante.
Fonte: Nutróloga e Médica Ortomolecular Liliane Oppermann

Quais os probióticos são certos para você

Descubra quais probióticos são certos para você
Tempos modernos podem ser duros para nossa saúde. Escolhas por alimentos pobres, estresse, falta de sono, sem mencionar as toxinas do meio ambiente, tudo trabalhando para desestabilizar o bem-estar e equilíbrio interior.
Nossos corpos precisam de equilíbrio para manter ótima saúde, e um sistema digestivo saudável tem um longo caminho ao sintetizar vitaminas e nutrientes enquanto filtra toxinas e bactérias nocivas. Tomar probióticos é uma maneira de apoiar seu sistema digestivo e saúde no geral.
A próxima vez que você pegar uma embalagem de iogurte, dê uma olhada atrás, verá um montão de nomes importantes que soam como latim—estes são apenas alguns dos probióticos que existem por aí, e diferentes composições atuam diferentemente. Procure pelos certos para você:
Para inibir ou tratar fungos e infecções do trato urinário: Procure por esta composição de bactérias: Lactobacillus rhamnosus, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus bifidus e Lactobacillus bulgaricus. De acordo com Karen DeFelice da EnzymeStuff.com, essas quatro parecem trabalhar bem juntas no combate contra bactérias más no trato urinário e área vaginal.
Para aliviar problemas gastrointestinais: Outros probióticos também são úteis no alívio de problemas gastrointestinais como SII (síndrome do intestino irritável), diarréia/constipação, desconforto por uso de antibiótico, inflamação intestinal e síndrome do intestino solto. DeFelice identifica cinco tipos de probióticos que trabalham juntos no suporte para tais queixas gastrointestinais: L. rhamnosus, L. acidophilus, Bifidobacterium lactis (ou B. lactis), Streptococcus thermophilus e L. bulgaricus.
Para melhorar a saúde e a imunidade no geral, ou aliviar constipação: L. casei, L. rhamnosus, L. acidophilus e B. longum, trabalham bem juntos. Eles também podem ser úteis em diminuir o colesterol LDL. A composição probiótica Enterococcus faecium também é conhecida por reduzir o colesterol LDL, assim como por atuar como um poderoso anti-patógeno.
Para reduzir patógenos no corpo: Os recomendados são Lactobacillus plantarum (muito antiviral), Bifidobacterium bifidum, B. infantis (uma importante composição para bebês), B. longum (especialmente efetivo na redução de desordens gastrointestinais durante o uso de antibióticos), L. acidophilus, L. casei e L. plantarum. L. acidophilus e L. plantarum são antibióticos de secreção natural que aumentam a imunidade e resistência a infecções. L. casei produz especificamente bacteriocinas que previnem o crescimento de bactérias patogênicas no intestino delgado. Lactobacillus salivarius ajuda a normalizar a flora intestinal e pode ajudar a inibir a ocorrência de úlceras pépticas.
Probióticos
Muitos suplementos probióticos agora incluem algo conhecido como prebióticos, como o FOS e a inulina, os quais não são oligossacarídeos (açúcares/carboidratos) digeríveis. Eles não são capazes de serem digeridos, então não afetam o açúcar do sangue, de acordo com o Dr. Elson Haas em seu artigo “Staying Healthy with Nutrition” (“Ficar saudável com nutrição”). O que eles fazem é ajudar a promover o crescimento e atividade de bactérias amigáveis no trato intestinal, e inibir o crescimento de bactérias indesejáveis. Você pode pensar nos prebióticos como comida para os probióticos.
Dicas para comprar suplementos
Comprador, fique atento. A produção de suplementos nos Estados Unidos não é monitorada pela FDA (Administração de Drogas e Alimentos). A responsabilidade de testar para segurança e eficácia reside nas mãos dos fabricantes—o que pode significar que há um monte de suplementos por aí fazendo falsas afirmações.
O que você pode fazer? Procure por provas de participação em programas de certificação com voluntários, como CL ou GMP. CL significa Consumer Lab (laboratório do consumidor), seu selo de aprovação lhe dirá que o produto foi testado para pureza, força e segurança.
GMP é outro selo disponível de aprovação e significa Good Manufacturing Practices (ensaios de boa fabricação). “Também procure por seus probióticos em estojos de refrigeração”, sugere o autor e cirurgião Dr. Steven Gundry. Isso ajudará a proteger a potência e eficácia deles.
Geralmente, suplementos com probióticos de alta qualidade são vistos como seguros e têm poucos efeitos colaterais na maioria das pessoas. Entretanto, pessoas com doenças autoimunes devem falar com seus médicos, já que altas doses de probióticos podem hiperestimular o sistema imune. Fique atento para possíveis interações medicamentosas.
‘Deixe teu alimento ser tua medicação’
Suplemento não substitui se alimentar e deve sempre ser visto como um apoio para se alimentar de uma dieta rica em nutrientes. A melhor maneira de obter probióticos é comer alimentos naturalmente ricos em probióticos.
Na sua dieta, inclua alimentos com bactérias benéficas, tais como as cultivadas em vegetais (como kimchi e chucrute cru, que são lacto-fermentados) e missô. Tenha certeza que esses alimentos não sejam pasteurizados e não contenham conservantes, como benzoato de sódio, o qual matará qualquer bactéria benéfica.
Outros alimentos com alto conteúdo de probióticos são o iogurte, kefir e kombucha. Ao comprar iogurtes comerciais, fique atento aos açúcares adicionados, os quais apenas reverterão qualquer benefício. Tente comprar iogurte comum e adoçado naturalmente com um pouco de mel puro ou fruta.
Dicas para escolher probióticos
• Eduque-se sobre quais composições de probiótico são as certas para você.
• Verifique datas de validade para determinar se há bactérias vivas.
• Tente escolher probióticos refrigerados, o que ajuda a manter a bactéria do probiotico viva.
• Verifique se nos rótulos há selos de garantia de qualidade, como CL e GMP.
• Procure pelo número viável de bactérias por dose. Uma dose efetiva varia amplamente entre 50 milhões e 3 trilhões de células por dose.
April Reigart é uma Holistic Health Coach certificada e graduada no Institute for Integrative Nutrition. Ela realiza coaching individual e em grupo e palestras mensais para um grupo de fitness na web
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